Onde as pessoas eram boas, simples e contentes
Não havia intolerância, desrespeito ou desamor
As pessoas eram doces, amorosas e sem rancor
O ar era tão puro e tinha um cheiro bom
O sol brilhava sem queimar
O vento soprava sem levar
A alegria de viver de um povo alegre de morrer
Os pais educavam seus filhos
Os filhos respeitavam os pais
Sem violência, sem gritos, sem tapas
A família era cheia de paz
Não existia política, cadeia ou leis
Ninguém roubava, matava ou fugia
A lei era o povo com sua harmonia
Se o homem falhava envergonhava-se de prontidão
Ninguém precisava dar-lhe alguma correção
Os tempos mudaram e eu me pego a pensar
De como era bom não ter medo de amar
Não ter medo da vida, nem da realidade.
Totalmente destemida, mesmo que chegue a idade
O amor criou asas e para longe voou
A correria do dia conta da vida tomou
E quando lembro fico triste
De ver que nada mais existe
De ver que tudo mudou
Mas ainda tenho esperança
Ainda volto a viver
E os mesmos sonhos de criança
Não vou deixar morrer
Escrito por Michele Janovik